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	<title>Vário do Andaraí</title>
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	<description>Aduz à brinca, 055, afrontando - o caos, o bruto, a trinca, o deletério, que o piche é quente, veemente, e tu, tu somente, teu solitário império, és quem te leva - a sério.</description>
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		<title>ABAIXO A FUMOFOBIA</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 17:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse negócio de fumofobia é muito chato. Fumei durante muitos anos e parei há muitos também, mas não fico por aí como freira arrependida, tratando fumante como gângster. A gente entuba tanta porcaria, prefeitos com cara de bons moços mas safados, governadores com jeitão de meninos apenas travessos mas pilantras, acidulantes, corantes,  pulhas. A gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esse negócio de fumofobia é muito chato. Fumei durante muitos anos e parei há  muitos também, mas não fico por aí como freira arrependida, tratando fumante  como <em>gângster.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A gente entuba tanta porcaria, prefeitos com cara de bons moços mas safados, governadores com jeitão de meninos apenas travessos mas pilantras, acidulantes, corantes,  pulhas. A gente inala deputados canalhas, fascistas, a fumaça negra da máquina estatal, escroques, atores que fazem filmes fascistas, diretores, produtores e colaboradores que fazem filmes fascistas 1 e 2, emulcificantes, charlatães de feira, um sujeito que tem 8 curiós engaiolados e bem sabe que lugar de passarinho é no ar sujo, aquela moça que cheira a gato porque cria 7 confinados num quarto-e-sala calorento do Catete e bem sabe que lugar de bicho é no mato que botaram abaixo, a máfia global dos hidrocarbonetos que arruma um pretexto pra bombardear sua casa, histéricas, cretinos, semideuses ambiciosos que pisam no seu pescoço se se der bobeira. E até a gente mesma, que a gente se inspira e expira todo dia, com todos estes defeitos que a gente carrega o dia todo, todo dia, até quando dorme, mas despista e finge ser outra&#8230;<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É por isso que sempre que o passageiro pergunta se pode fumar, respondo  que não deve, mas pode. Ou se a  passageira é daquele exemplar artesanal feito  por Deus, a Mãos santas, e batizado pelo Serpente, a mãos tentadoras :</strong></p>
<p><strong>-  Moço, posso fumar ?<br />
- Claro&#8230;A casa é sua, o mundo é nosso, e vamo tocar  fogo em Roma&#8230;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Malandragem Dá Um Tempo ( Popular P./ Moacir Bombeiro/ Adezonilton ) &#8211; Bezerra da Silva</span><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="488" height="15" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/196464347/dcfc545d" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="488" height="15" src="http://www.4shared.com/embed/196464347/dcfc545d" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>A MÁQUINA DO TEMPO</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 00:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Fábula]]></category>
		<category><![CDATA[Parábola]]></category>

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		<description><![CDATA[- Moço, agora dobra à esquerda e segue toda vida&#8230; Nesta quadra do tempo, pelo retrovisor, às manchas da noite e das luzes de mercúrio no rosto da linda mulher, que bem podia ser minha filha, que bem podia ser minha mãe, que bem podia ser o que era, carne ou quimera, agora sou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>- Moço, agora dobra à esquerda e segue toda vida&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Nesta quadra do tempo, pelo retrovisor, às manchas da noite e das luzes de mercúrio no rosto da linda mulher, que bem podia ser minha filha, que bem podia ser minha mãe, que bem podia ser o que era, carne ou quimera, agora sou um moço, agora sou um <em>gauche</em> e volvo à frente a vida inteira.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Olha pro Céu ( Luiz Gonzaga e José Fernandes ) &#8211; Luiz Gonzaga</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="490" height="15" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/158417774/ced4e314" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="490" height="15" src="http://www.4shared.com/embed/158417774/ced4e314" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>TEM ALGUMA COISA ACONTECENDO EM ALGUM LUGAR</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 23:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Secret Journey ( The Police ) Tenho sempre na viatura, para os passageiros e para os permanentes, Dorflex e Halls, panacéias de bordo &#8211; refrescância, edulcoração e analgesia para os dias árduos, amargos e doridos. &#8220;Tem alguma coisa acontecendo em algum lugar&#8221; : esta platitude é minha filosofia de vida. Todo mundo tem direito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></h4>
<p><span style="color: #99cc00;">Secret Journey ( The Police )</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="469" height="14" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/30509264/a003ec5e" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="469" height="14" src="http://www.4shared.com/embed/30509264/a003ec5e" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tenho sempre na viatura, para os passageiros e para os permanentes, Dorflex e Halls, panacéias de bordo &#8211; refrescância, edulcoração e analgesia para os dias árduos, amargos e doridos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Tem alguma coisa acontecendo em algum lugar&#8221; : esta platitude é minha filosofia de vida. Todo mundo tem direito de ter a sua. Ou melhor, todo mundo tem  a sua, mesmo que não queira.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tem alguma coisa acontecendo em algum lugar. Você pode me tomar por néscio, Panca. Pode rir, Panca. É que meu bem está longe daqui, deste carro sem sentido, destas ruas sentido, desta cidade  sem sentido em que eu, dentro deste uniforme tosco e sem sentido, matuto esta verborréia sem sentido, enquanto uma música sem sentido fala de uma viagem velada, talvez também sem sentido.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entra mais um passageiro sem sentido : uma mulher muito maquiada e transpirando perfume. Inútil tentar explicar a ela que meu bem não está aqui, e que minha casa tá lá, vazia ( porque eu estou aqui e meu bem está distante ), uma caxanga suburbana sem sentido, e com uma tv enorme sem sentido desligada de programas sem sentido. Inútil tentar explicar tudo isto a ela, a esta passageira certamente louca e sem sentido. Também, e não é sem sentido, eu só diria truísmos sem sentido.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atocho o volume ao máximo nos retros dos ouvidos da dama. Reclama, vaca ! Quero que você reclame da altura do som ! Mas ela não tá nem aí. Está alheia. Somos, os dois, doidos incomunicáveis a espreitar a lua nova, que é a mesma que eu vejo daqui e meu bem vê de lá.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RECLAMA, vaca ! Mas cadê ? Parece que está gostando&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quanta bobajada, meu Deus dos pagãos !</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>( Aí, Panca, se você leu até aqui, e a música ainda tá tocando, espere, dê um tempo, ouça-a até o fim, <em>calm down,</em> afrouxa, se deixa )</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paro no Bragal, um posto sem o menor sentido, para abastecer, com um gás de volátil sentido, este carro sem sentido, empurrado madrugada adentrando-se sem sentido. Eu, 55, encontro o 270, bandoleiro das madrugas também. Trocamos uns xingamentos : &#8220;ladrão !&#8221;, &#8220;corno otário !&#8221;. Do nosso jeito, porque somos da mesma tigrada, sentimos um pelo outro um tipo de amizada rajada. Sou um da tigrada, e gosto disto. Minha única filosofia, minhas únicas certezas, é que tem alguma coisa acontecendo em algum lugar,  e que não sou marxista, e que não sou existencialista,  nem muito menos behaviorista, e não sou &#8220;ista&#8221; de bosta nenhuma.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sou só um taxista. E gosto disto. E gosto deste &#8220;ista&#8221;.  Gosto deste mundo material animado e sem sentido.</strong></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Spirits in the Material World ( The Police )</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="471" height="12" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/52022246/d0c7b28c" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="471" height="12" src="http://www.4shared.com/embed/52022246/d0c7b28c" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se eu rodar até às 4:30 ou até às 6:00, não faz a menor diferença. Se eu tomar um balaço nos cornos, não faz a mínima. Se eu parar no Chaminé e tomar um caldo verde, não faz a mais desprezível alteração na ordem das coisas, vai apenas esquentar este frio de dentro &#8211; frio porque meu bem não está aqui, aqui de onde a lua nova que vejo é a mesma que ela vê de lá, de outras longitudes e latitudes, de fora do alcance do meu gps.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Não importa. Tem alguma coisa acontecendo em algum lugar, meu bem está distante, e tudo que ela faz tem fungu. ( Não sabe o que é &#8220;fungu&#8221; ? Vá olhar no dicionário, ou deixe pra lá, não faz diferença mesmo )</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Algo deve fazer algum sentido. Não sei. Boa noite pra todos.</strong></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Every Little Thing She Does is Magic ( The Police )</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="472" height="14" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/78643293/12f311a5" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="472" height="14" src="http://www.4shared.com/embed/78643293/12f311a5" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>CARTA ABERTA A UMA PESSOA</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 23:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estimada Pessoa, Como eu lhe disse na carta anterior, minha vida é um livro aberto, só que escrito em língua morta, que nem mesmo eu sei traduzir. Como você tá ? Como vai essa vida ? Tudo bem ou tudo é bens ? Você tá na vida, tá com a vida ou tá pela vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<div style="text-align: justify;"><strong>Estimada Pessoa,</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
Como eu lhe disse na carta anterior, minha vida é um livro aberto, só  que escrito em língua morta, que nem mesmo eu sei traduzir.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
Como você tá ? Como vai essa vida ? Tudo bem ou tudo é bens ? Você tá  na vida, tá com a vida ou tá pela vida ?  Vai vivendo-a  ou sendo-lhe vivida  ?</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Dê notícias.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Eu, por aqui, ando na mesma trova de sempre : da 1a à 5a marchas, com  ocasionais reduções e rés.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sem prejuízo do sol, ainda sobreexcedem madrugadas, meus olhos continuam  velhos e tardios, a massa da noite inda é escura, o pontilhado das luzes é ocre,  prata e acobreado,  e o brilho das estrelas renitentes é um soneto falto de  versos e de metro. E tem a lua no breu do breu.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>No mais, é o mais de sempre :  vou rodando em falso, falando sozinho,  escrevendo pras paredes e riscando os dias no reboco noturno, que são hábitos  solitários a que todo condenado tem direto.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Às vezes me dá um estranhamento geral no andamento das coisas, estropia, aí  eu faço como a Jeanne  aconselha : &#8220;quando for tomar muito uísque, toma com  gelo, porque hidrata&#8221;. ( Quanto a boêmia carioca de todos os tempos não pagaria  pra ter cunhado esta receita de esculacho e poesia&#8230;?)</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>É isso, Pessoa, por aqui não tem muita novidade, não&#8230;.também, pudera,  ando mais por fora que língua de azarão&#8230;Ah, lembrei ! Ouvi dizer que vão botar  o viaduto da perimetral abaixo. Eles chamam a isto revitalização. Que viva  México ! Que viva o léxico ! As palavras  quando bem usadas lembram velhos carnavais : ei, você aí, me revitaliza aí, me  revitaliza aí&#8230;</strong></p>
<p><strong>Ah !, e tem a nova do Pagode Jazz Sardinha´s Club, que  está gravando seu terceiro cd, agora pela Biscoito Fino, e, ao que parece, vem  pra arregaçar geral, <em>groovie </em>frenético, pro pároco mexer debaixo da sobrepeliz,  pro rabino tomar pinga ismaelita de abrideira pro lombinho e pro imperativo  categórico da pilantragem se ser.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Fico por aqui, Pessoa, neste dia de tudo, véspera de nada.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Um abraço pra todos e dê um <em>play</em>, que o<em> baguio </em>é doido.</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00;">Maria Fumaça ( Banda Black Rio )</span></div>
<div style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="483" height="12" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/30464912/bc02ce95" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="483" height="12" src="http://www.4shared.com/embed/30464912/bc02ce95" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Saudações</strong></div>
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		<title>IMPRUDÊNCIA</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 15:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camoniano]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas Curvas da Estrada de Santos ( Roberto Carlos &#8211; Erasmo Carlos ) &#8211; Kid Abelha Se o amor está bem longe, Por amor muito se corre : Ou a gente chega logo, Ou a gente quase morre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Nas Curvas da Estrada de Santos ( Roberto Carlos &#8211; Erasmo Carlos ) &#8211; Kid Abelha</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="493" height="14" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/264295092/80f94c2f" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="493" height="14" src="http://www.4shared.com/embed/264295092/80f94c2f" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Se o amor está bem longe,<br />
Por amor muito se corre :<br />
Ou a gente chega logo,<br />
Ou a gente quase morre.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>HOMEM QUE É HOMEM NÃO CHORA</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 20:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Parábola]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos assentos esponjosos da 55, várias senhoritas, senhoras e senhôrinhas já choraram toda qualidadede pranto : do choro hoje-eu-me-racho ao hoje-eu-me-fundo. Entram às vezes já de rosto inchado ou desandam n´água conforme a corrida vai. Eu geralmente fico na minha de piloto sem patente, soldado raso ao mando do silêncio. Só falo quando convocado às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nos assentos esponjosos da 55, várias senhoritas, senhoras e senhôrinhas já  choraram toda qualidadede pranto : do choro hoje-eu-me-racho ao hoje-eu-me-fundo. Entram  às vezes já de rosto inchado ou desandam n´água conforme a corrida vai. Eu  geralmente fico na minha de piloto sem patente, soldado raso ao mando do  silêncio. Só falo quando convocado às ordenanças.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Homem, não. Homem nunca  vi chorar. Se chorou, despistou. Nunca vi. Homem que é homem &#8211; diz-se &#8211; não  chora, engole, sufoca na garganta, guenta no osso, como diz o E. Neves. Homem  que é homem &#8211; reza &#8211; diz que é conjuntivite  contraída numa rua empoeirada ao  lado de uma vala negra a céu aberto desses subúrbios para cuja desdita os  medalhões, os alcaides, os corregedores, as eminências estão&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>( Alguém  conhece pontuação mais democrática que as reticências ? )</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>( Vote ! Tergiversei, dei nos descaminhos, errei o itinerário, vai dar mais no taxímetro, leitor, mas no final  da corrida eu desconto o desvio)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falava eu das donas chorosas&#8230;Pois bem,  ontem entrou na 55 uma senhora muito assim. Não puxei papo. Como eu disse acima,  encaramujo nestas horas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas ontem  tive &#8211; ah, se tive !  &#8211; vontade de  dizer a ela que ali em Botafogo, no final da Voluntários da Pátria, a locadora  do Cine Clube Estação Botafogo tem filmes do Buster Keaton, do Carlitos, tem  quase tudo do Fellini e seus circos e divertimentos de toda ordem ou desordem. Tem muito  filme triste lá também &#8211; que, se não diverte, distrai : a gente encontra a  solidariedade de quem sofra junto, mesmo lá, do lado de dentro da película, em  sua sua dor outra, mas dor idem, afinal dor é dor.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cheguei a ensaiar, titubeei Vinicius, mas não  lhe disse que  &#8220;é melhor viver do que ser feliz&#8221;. Cogitei de lhe  contar uma piada de mineiro que ouvi dia desses muito engraçada, mas a segurei  entre os dentes, quando ia quase escapando, e, ainda que bem,  calei.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Valha-me porém que taxista é raça de negaça : tenteia, mede, bota  preço, barganha, desconta, aumenta um tanto, se faz de pouco, rufa, ruge, mete o  pé, encara, se safa da onça e vai. E vive-se assim no burlo, no burlesco, no  vamo que vamo à tigrada, mistura de mineiro com italiano.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que fiz eu ?   Clicai aí abaixo, sofredores :</strong></p>
<p><span style="color: #99cc00;">Pra que chorar ( Baden Powell e Vinicius de Moraes ) &#8211; Zeca Pagodinho</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="504" height="15" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/251625553/6d76aa1d" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="504" height="15" src="http://www.4shared.com/embed/251625553/6d76aa1d" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A senhora atentou ouvido,  estancou-se da sangria e serenou. Não sei se foi bom ou mau ajudar a represar as  águas  da senhora, mas que importa ? No final vai dar tudo certo mesmo  e, mais dia menos dia, o sol, um belo dia, se apaga.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
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		<title>UM BOLERÃO NA MADRUGADA</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 18:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[La Puerta ( Luis Demetrio ) &#8211; Trio Los Tres Ases De repente me vem uma súbita vontade, uma prostração, de ficar dando voltas na lagoa Rodrigo de Freitas, às 3:30 de uma madrugada qualquer da década de 1950, talvez uma 2a feira de maio. Eu nem sonhava em ter nascido, mas vou assim mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p><span style="color: #99cc00;">La Puerta ( Luis Demetrio ) &#8211; Trio Los Tres Ases</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="488" height="15" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/338715356/d1e1d342" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="488" height="15" src="http://www.4shared.com/embed/338715356/d1e1d342" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De repente me vem uma súbita vontade, uma prostração, de ficar  dando voltas na lagoa Rodrigo de Freitas, às 3:30 de uma madrugada qualquer da  década de 1950, talvez uma 2a feira de maio.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu nem sonhava em ter nascido,  mas vou assim mesmo : a viatura vai sacudindo sobre os paralelepípedos, passam  dois <em>Cadillacs</em>, um <em>Buick</em>, e, claramente, vejo  Antonio Maria e Vinicius de Moraes  mijando numa árvore, às gargalhadas, declamando Castro Alves.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E lá vou  eu : perdi a conta do número de voltas que dei ao redor da lagoa. Poucos edifícios e muitas casas, quase  todas apagadas, uma ou outra luz acesas, talvez insones de amores não  correspondidos. Decoro-lhes as fachadas para tempos de escassez, para o tempo em  que o Rio não será mais Rio, que deus me perdoe&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nestes anos 50, muita coisa  está diferente de hoje&#8230;Mas o Cristo, que não cansa, é o mesmo, de braços  abertos lá nos sumos, caminhando sobre o verde da mata atlântica.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinto-me atlântico,  Brasilzão, porque o canal do Jardim de Alah mistura  cheiros de mar, de estrelas salobras, de <em>lunas</em> lacustres e damas-da-noite.  Sinto-me atlântico, Brazil, com &#8220;z&#8221;, e dói.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sou um tipo esquisito que tem  saudades do que nem vivi e sinto ciúme &#8211; este sentimento torvo dos que projetam  sua sem-vergonhice sobre o ser querido &#8211; de uns olhos cujo brilho de  encantamento eu queria só pra mim. E sinto também outras coisas, coisas e mais  coisas. Vai saber, poeta. Me traduz, poeta, ou sufoco nesta aragem nostálgica que  me põe rugas e umidade nos cantos dos olhos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>( Ela é linda, mas quando tá  de óculos só um bolerão na madrugada dá conta de mim )</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O POLEGAR</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 15:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nas internas]]></category>

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		<description><![CDATA[Especula a ciência que o surgimento do polegar opositor, dando à mão a preensão de pinça, foi um dos fatores que nos diferenciaram um pouquinho da macacada : pega nisso, pega naquilo, apanha um treco, segura um troço, e vira e revira aos olhos, e cheira, e tateia, e investiga, e perscruta a fruta&#8230;Até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Especula a ciência que o surgimento do polegar  opositor, dando à mão a preensão de pinça, foi um dos fatores que nos  diferenciaram um pouquinho da macacada : pega nisso, pega naquilo, apanha um  treco, segura um troço, e vira e revira aos olhos, e cheira, e tateia, e  investiga, e perscruta a fruta&#8230;Até o dia em que a fruta era vedada, e danou-se  a macacada, e a gente foi chutada pra fora do Éden e pra dentro do mundéu pra  livrar uns caraminguás com o suor do rosto.</strong></p>
<p><strong>( Eu adoro misturar ciência  com religião neste deus-nos-acuda dos diabos ).</strong></p>
<p><strong>Meu falecido tio Wander  dizia que a função do polegar é servir de anteparo, de escora, quando duas  pessoas vão-se cumprimentar, evitando que as mãos passem batidas uma pela outra.  Toca aqui :</strong></p>
<p><strong>- Muito prazer, Vário do Andaraí&#8230;<br />
- Prazer é meu,  Carolina Bataier&#8230;</strong></p>
<p><strong>Sensacional. Meu tio Wander era o 5o.  irmão  Marx.</strong></p>
<p><strong>Já a Carolina Bataier misturou as duas teorias, a da ciência e a do  meu tio Wander, e usou seu polegar lá no</strong><a href="http://dislexicamente.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;"> </span></a><a href="http://dislexicamente.blogspot.com/2010/07/vario-do-andarai.html" target="_blank"><span style="color: #ff0000;"> </span><span style="color: #ff0000;"> </span></a><strong> <a href="http://dislexicamente.blogspot.com/2010/07/vario-do-andarai.html" target="_blank"><span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;">Disléxica Mente</span></span></a> para segurar a Máquina de Revelar Destinos Não  Cumpridos e dizer coisas que eu nem-sei-que-diga de bom da minha escritura rota. Eu cheguei anteontem de madrugada da rua ( a 55 ainda tava fumegando lá na  garagem, escaldando tudo que vira de ruim e lindo nesta cidadela absurda ), fui  dar uma fuxicada no blog da jornalista e levei uma tijolada boa no oco dos  peitos sob a camisa.<br />
</strong></p>
<p><strong>O nada com que possa agradecer a moça é fechar o punho e abrir o  polegar num clássico &#8220;valeu !&#8221;, ou, em acréscimo, distender o mínimo, num  <em>hang loose</em>, e colocar à sua disposição a viatura caso ela resolva um  dia apararecer por aqui, neste deus-nos-acuda dos diabos da cidadela  maravilhosa.</strong></p>
<p><strong>Carolina, você tem um lindo polegar, &#8220;leia na minha  camisa&#8221;.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
</div>
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		<title>CORAGEM</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 14:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camoniano]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Farsa]]></category>
		<category><![CDATA[Fábula]]></category>
		<category><![CDATA[Nas internas]]></category>
		<category><![CDATA[Parábola]]></category>
		<category><![CDATA[Pavimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Vem, meu bem, que eu abro a janela da 55, e a gente vive de brisa; Que eu vou sob o arco-íris, e a gente vai vivendo debaixo da ponte. Clube da Esquina II ( Lô Borges, Márcio Borges, Milton Nascimento ) &#8211; Milton Nascimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vem, meu bem, que eu abro a janela da 55, e a gente vive de brisa;<br />
Que eu vou sob o arco-íris, e a gente vai vivendo debaixo da ponte.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #99cc00;">Clube da Esquina II ( Lô Borges, Márcio Borges, Milton Nascimento ) &#8211; Milton Nascimento</span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="476" height="15" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/267990169/fd80f933" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="476" height="15" src="http://www.4shared.com/embed/267990169/fd80f933" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>HINO AO PENDÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 14:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camoniano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[É, meu amor desconhecido, &#8220;recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil&#8221;, que ele tá guardado aqui mesmo, neste hino em prosa, não a 7 chaves, nem à precisão de senhas, e pois que o Cristo de madrugada está iluminado de verde entre nuvens, aparição fantástica no negro de envolta,  soa intimista, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Viatura" src="http://www.variodoandarai.com.br/wp-content/uploads/2009/07/12339765247-150x150.png" alt="055 em qap e pronto pra cópia" width="55" height="37" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É, meu amor desconhecido, &#8220;recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil&#8221;,  que ele tá guardado aqui mesmo, neste hino em prosa, não a 7 chaves, nem à precisão de senhas, e pois que o Cristo de madrugada está iluminado de verde entre nuvens, aparição fantástica no negro de envolta,  soa intimista, no coração da noite, no meu, sem a pompa hínica das marciais, este belo verso de Olavo Bilac para a melodia de Francisco Braga.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> É, meu ignoto amor, recebe-o, assim como se remandiola fosse um tipo de realejo que soprasse de dentro de um sonho só teu esta linda melodia que vem lá dos  muito distantes da infância e se gruda como cica de caqui ou pega de abiu nos lábios do tempo que assoviam, e assoviam, e assoviam.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ouve-la ?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É, minha obscura coisa ( &#8220;coisa&#8221;, esta palavra-ônibus que nos leva sem destino), ou  minha amada terra, recebe-o, o afeto que se encerra e não se encerra, simples assim, como duas fitinhas verde-amarelas flamulando ao vento, ondulando, ao espaço sem fim.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sim, minha insabida querida, já é o tempo de abrir os ouvidos e atentar para coisas singelas, como um &#8220;ora ( direis ?) ouvir estrelas&#8221;, ou para o verso da poeta quando diz &#8220;beijos no fundo do seu lindo coração que bate tão forte que me espanta de alegria&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Cristo tá lindo de verde &#8211; sem patriotada alguma. Vem vê-lo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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