LIBERDADE POÉTICA
avião, vai pegar teu til no céu e o traze avia avia avia avia aqui pro chão. Deux Arabesques ( Claude Debussy ) – Jacques Loussier trio
avião, vai pegar teu til no céu e o traze avia avia avia avia aqui pro chão. Deux Arabesques ( Claude Debussy ) – Jacques Loussier trio
A vida é luta, eu sei, mas às vezes dá um cansaço…Até o mais simples comércio com os conhecidos de vista dos arredores, bons-dias e acenos, é meio cacete. Até a fila do pão ( deste pão por que muitos mourejaram duro para que ele esteja ali, multiplicado e quente no balaio de vime, [...]
– Pra que serve um saca-rolha ? – Pra sacar rolhas, ora… – É o que eu digo…E poesia ? – Vai abrindo um vinho aí pra gente, que eu vou te incentivando o muque : “Quero beber ! cantar asneiras No esto brutal das bebedeiras que tudo emborca e faz em caco… Evoé [...]
Um mulato pobre, gago, epilético entrou nos salões iluminados da alta sociedade com um sorriso irônico, discreto, no olhar finório. Vi isto pelo reflexo das cristaleiras.
Uma hora, toda essa ânsia tecnológica vai assentar como pó que levanta ao vento. O novo está na linha do horizonte, mas o horizonte nunca chega, porque a terra é redonda, e quando nos damos conta, rodeamo-la, e voltamos a de onde partimos. ( Que me tragam um sucedâneo ao arbitrário e ácrono fiat [...]
Quer ver uma coisa ? Feche os olhos. Carinhoso ( Pixinguinha e João de Barro ) – Pagode Jazz Sardinhas Club
Sou do tempo do “be” com “o”, “bo”; “ele” com “a”, “la”, “bola”; e do tempo da cartilha de ortografia que nos fazia reproduzir, linha sobre linha, língua entredentes: “Vovó viu a lupa do vovô”. Garoto, mesmo sem saber o que era “lupa”, já dava pela manha do malandro que tacara a frase ali, [...]
Em algum lugar fora do tempo, queixo apoiado ao castão da bengala, com um tigre aos pés, Borges nos sonha. astor piazzola and yo yo ma – libertango
Eu NÂO vou ao churrascão da gente diferenciada porque eu não tenho nada contra pobre, mas tenho tudo contra a pobreza ( lato sensu ), e não vou ser patinho sobre o braseiro do populismo maniqueísta em espeto de malandro.
(Escrito no dia da morte de Bin Laden ) O morto era aquilo que todo mundo sabe o que era. Os outros atores da farsa são isto que todo mundo sabe o que são. Derivemos pois não ? Falemos das maritacas, destas maritacas que passam ora e outra aqui pelos encimos da janela, trincando [...]