OUTRO VAPOR BARATO
Tarifado por Vario em 26 outubro, 2009
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Pagode Jazz Sardinha´s Club – Choro Transgênico
à poética de João Cabral de M Neto.
Noite adentra noite adentro, espraia-se, copula-se extensa, incuba seu ovo no breu estelar, o choco, estrelas fermentando, fermentando sobre, o sêmen e a genitura do dia seguinte.
O dia seguinte, que ronca sua ronca nos canos, nas galerias, na imundícia, no cancro concreto, no sujo, no sujeito e no subjeto, na sobejidão, na pistola cromada, no corrimento, na enxurrada, na madrugada que escorre pelos bueiros, pelos vãos, das mãos, no até, no até lá, no horizonte, no salto do horizonte, no sobrepulo azul, azul, onde amanha-se.
Amanhã é soalheira, é torreira, na cidade, na cidade cão, marabu aboiando branco, sobre o canal de alcatrão, quase sólido e preto, viscoso, na unção do mangue negro, no urbi et orbi, na cidade então cidadela, cão, na cidade cadela, na coisa diaba, nas ilhas Cagarras, até lá, no mar fresco, azul, azul, muito além do que enxerga a janela, do avião.
Muito além do que enxerga a janela do avião, é o amor fundição ? Ou sobrevôo, pisado no chão, coisa em liga, liga verde, no Alto da Boa Vista, que se olha, que é de dentro, para fora, o verde se estende, se entranha, vambora, verde soprando, e a gente caminhando, ando, o fôlego , o fôlego da clorofila.
Fi-la, no meu coração.
outubro 27th, 2009 at 10:42
ah, poeta… esse seu poema é a própria “coisa em liga”, “amor fundição”… ou seria “amor de perdição”? acho que tanto faz, né? se Flaubert já dizia que “Madame Bovary c’est moi” por que não podemos nos estender e dizer que todo o texto que a gente produz c’est nous?
é… mundo abstrato, mundo absorto: c’est nous na fita, piloto!
parabéns!
em tempo: você me convida pra cerimônia de posse lá na ABL? é que eu não dispenso um chá, sabe?
poesia-potiguar.blogspot.comoutubro 27th, 2009 at 17:32
Oi, Goimar !
Chihuahua*…C´est nous na fita…Seus incentivos são perigosos. Eu acabo perdendo a vergonha na cara de escrever essas coisas abstrusas e escrevo.
ABL ? Academia Brasileira dos Lunáticos ? É Nóis !!!!!!!!!!!!!
Aposto que você leu ouvindo a música, né ? Vou explicar a trapaça. O segredo é a música : qualquer coisa escrita com aquele acompanhamento luxuoso fica parecendo coisa fina.
Brigadão por sua generosidade.
Um abço e volte sempre !!!
* Onomatopéia ou raça de cachorro ?
outubro 27th, 2009 at 23:13
Nem tem essa de trapaça não.
Comigo não funciona pq não ligo o som, vai no seco mesmo e eu amo teus textos.
outubro 28th, 2009 at 2:18
Oi, Nádia !
chihuahua*…no seco ? Fasçunão…
Mas não dá nem uma ouvidinha ? nem depois ? Vale a pena. Te garanto que sou melhor DJ do que escrevinhador de arritmias e rimas pobres.
Abço piloto.
* Onomatopéia ou raça de cachorro ?
outubro 28th, 2009 at 12:26
Ouço sim mas depois.
Não é necessário a trilha sonora p viajar em teus textos.
outubro 28th, 2009 at 13:00
Tanque u, Nádia !
Abço
outubro 28th, 2009 at 17:17
Qui eh!!! çà !… Chienchienchienchien… C’est mon petit chien. Il s’appele Filinto. Il est un bichon frisè blanche comme l’alme des persones gentiles. Il pleure parce que j’ai pisè ( permis poetique) dans son pied. Alors je besuen carresser ça téte et il ador cafunè couché sur mon genoux où dans mes bras. Mon chien est jolie, mon fils. Le chien de la crinique c’est un dogue mâtin. Le dogue mâtin est grand :
” Est une réalisation nôtre, un chien de la terre, notre terre et qui est lié à la croissance de notre pays. Son histoire remonte à environ trois ou quatre siècles, à la suite de notre évolution – est un chien qui peut être considéré comme véritablement nationale, car il a été formé ici … parmi nous!”
Cá parmi nous, je ne lis pas la cronique. Je ne sais pas portugais. Et la chanson c’est capuerrá?
Bonsoir.
outubro 29th, 2009 at 21:47
MARAVILHOSO ! !!! parabens , Muito bem escrito.
outubro 30th, 2009 at 1:48
Oi, Armand
Não entendi todo o comentário. O que sei de francês não deu pro gasto. Fui num tradutor e constatei que a reputação de minha mãe não foi posta em dúvida, nem coisas assim.
Um abço. Seja bem-vindo.
outubro 30th, 2009 at 1:51
Valeu, Valéria.
Um leitor vale por um milhão.
Você por acaso é um dos passageiros a quem dei o cartãozinho com o endereço do blog ?
Abço.
outubro 30th, 2009 at 12:42
Até esqueço que vc é taxista.
Quando eu for p Rio faço questão de te escrever e pegar teu número, vc será meu motorista. Imagina só além de ser transportada pelas maravilhas da tua cidade, ouvir da fonte suas idéias?
Vc deveria cobrar extra.
Beijos.
outubro 30th, 2009 at 12:52
Oi, Nádia
Eu sou taxista, sim, dos que cotam mentira e palitam os dentes.
Opa ! Vindo ao Rio, pode me ligar, claro. Como eu disse no 1o post deste blog sarapa aqui, o taxímetro é sem raposias e sem trampolinada ( ou seja : é honesto ).
Cobrar extra ? pô , vc me dá o prazer das corridas virtuais, me incentica p cacete, e eu vou cobrar extra ? Você é que vai ter desconto.
Um abço.
novembro 2nd, 2009 at 21:41
Brincadeira…parece rap.
Alto nível.
novembro 3rd, 2009 at 11:36
Valeu, anônimo !
Pior que parece mesmo.
Brigadaço pela corrida de fôlego !
Abço e apareça sempre
dezembro 12th, 2009 at 17:27
O acompanhamento musical não é trapaça, porque o texto não é qualquer coisa não..
Mas a música realmente faz o texto fluir melhor! se eu fosse você, não teria contado esse segredo.
parabéns!
abraços
dezembro 13th, 2009 at 2:02
Valeu, thab.
Se com a legenda eu conseguir capturar os sentidos do espectador e, além disso, não estragar o objeto da fruição, já tá bonito.
Volte sempre.
Abço.