HINO AO PENDÃO
Tarifado por Vario em 01 julho, 2010![]()
É, meu amor desconhecido, “recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil”, que ele tá guardado aqui mesmo, neste hino em prosa, não a 7 chaves, nem à precisão de senhas, e pois que o Cristo de madrugada está iluminado de verde entre nuvens, aparição fantástica no negro de envolta, soa intimista, no coração da noite, no meu, sem a pompa hínica das marciais, este belo verso de Olavo Bilac para a melodia de Francisco Braga.
É, meu ignoto amor, recebe-o, assim como se remandiola fosse um tipo de realejo que soprasse de dentro de um sonho só teu esta linda melodia que vem lá dos muito distantes da infância e se gruda como cica de caqui ou pega de abiu nos lábios do tempo que assoviam, e assoviam, e assoviam.
Ouve-la ?
É, minha obscura coisa ( “coisa”, esta palavra-ônibus que nos leva sem destino), ou minha amada terra, recebe-o, o afeto que se encerra e não se encerra, simples assim, como duas fitinhas verde-amarelas flamulando ao vento, ondulando, ao espaço sem fim.
Sim, minha insabida querida, já é o tempo de abrir os ouvidos e atentar para coisas singelas, como um “ora ( direis ?) ouvir estrelas”, ou para o verso da poeta quando diz “beijos no fundo do seu lindo coração que bate tão forte que me espanta de alegria”.
O Cristo tá lindo de verde – sem patriotada alguma. Vem vê-lo.
Leave a Reply